Geração Z impulsiona mudanças no setor de eventos no Brasil

Regionalização e adoção de tecnologias cashless ganham força com o novo perfil comportamental do público.

Descentralização geográfica e novos hábitos de consumo, como o avanço das bebidas prontas e pagamentos via Pix, marcam o setor em 2025.

O mercado de eventos brasileiro atravessa uma fase de profunda transformação, impulsionada pela descentralização regional e por novos hábitos de consumo da Geração Z. Um levantamento recente aponta que, embora o Sudeste ainda concentre 60% das atividades, outras regiões apresentam crescimento acelerado: o Nordeste já representa 20% do mercado após uma alta de 8%, enquanto o Centro-Oeste atingiu 11% de participação.

Tendências de Consumo e Novos Formatos

Diferente de anos anteriores, onde os megafestivais dominavam a agenda, há uma inclinação crescente por eventos de menor porte, que oferecem curadorias personalizadas e experiências imersivas. De acordo com o estudo, esses encontros menores apresentam ticket médio superior aos grandes festivais, pois o foco do público se desloca da atração principal para a experiência de consumo gastronômico e de bebidas.

A Geração Z, embora possua um volume total de transações menor que o dos Millennials, tem ditado o ritmo das inovações. Houve um crescimento de 3,4% no ticket médio deste grupo em 2025, alcançando R$ 110,85. Uma tendência marcante é a substituição da cerveja pelas bebidas prontas (RTDs), refletindo uma busca por praticidade e diversificação.

Tecnologia e Pagamentos Digitais

A consolidação do modelo cashless é outra mudança estrutural. O uso de cartões de crédito ainda lidera com 46% das transações, especialmente entre os Millennials, mas o Pix e as carteiras digitais são os meios de pagamento que mais crescem no ambiente de eventos. O declínio do uso de dinheiro físico reforça a digitalização das operações, permitindo que organizadores utilizem inteligência de dados para ajustar ofertas em tempo real.

  • Expansão regional para o Nordeste e Centro-Oeste;
  • Alta na preferência por bebidas RTDs (Ready-to-Drink);
  • Consolidação de sistemas de pagamento sem contato e digitais;
  • Foco em eventos de nicho e experiências diurnas ou ao ar livre.

Para o biênio 2025/2026, a expectativa é que a tecnologia se torne ainda mais embarcada na jornada do participante, transformando grandes volumes de dados em decisões estratégicas para marcas e patrocinadores que buscam conexão emocional com o novo perfil de público.

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