Congresso Internacional do Trigo debate importação recorde e desafios do setor
Evento promovido pela Abitrigo reúne autoridades e especialistas para discutir segurança alimentar, impactos climáticos e tributação da cadeia moageira.
Evento promovido pela Abitrigo discute os impactos climáticos, a alta nas importações e o cenário regulatório e tributário para a cadeia moageira.
A 33ª edição do Congresso Internacional da Indústria do Trigo, promovida pela Abitrigo, reúne representantes da cadeia produtiva para discutir o futuro do mercado, desafios fiscais, climáticos e regulatórios. O evento foi aberto oficialmente nesta quinta-feira (22).
Segundo o presidente-executivo da Abitrigo, Rubens Barbosa, o Brasil deverá registrar o maior volume de importações dos últimos 30 anos, com projeção de compras que podem alcançar ou superar 9 milhões de toneladas. O aumento é reflexo da menor disponibilidade interna do grão causada por fatores climáticos, visando garantir o abastecimento regular dos moinhos e da indústria alimentícia.
“Esse cenário também poderá ser agravado pela qualidade do trigo argentino. Caso não haja uma melhora em relação à safra passada, será necessário ampliar ainda mais as importações para compensar essa condição”, explicou Barbosa.
O dirigente também chamou atenção para a pressão sobre os custos operacionais devido ao aumento de 1,17% na carga tributária do trigo importado e à redução de 10% do crédito presumido, fatores que devem impactar a indústria moageira nos próximos anos e gerar reflexos nos preços de produtos como pães, massas e biscoitos.
Daniel Kümmel, presidente do Conselho Deliberativo da Abitrigo, reforçou que o Brasil possui capacidade para expandir sua produção nacional. “O Brasil tem terra, tecnologia e produtores para crescer”, afirmou, destacando que a cooperação entre o trigo nacional e o importado é fundamental para a segurança alimentar do país.
Representando o governo federal, o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Guilherme Campos Júnior, pontuou que a pasta seguirá apoiando o produtor rural e as cadeias produtivas por meio do Plano Safra frente aos desafios climáticos e econômicos.




