Longevidade Empresarial em Queda: Empresas Podem Passar Apenas 12 Anos no Topo nos EUA Até 2028
Estudo projeta redução drástica no tempo de permanência de grandes corporações no topo e alerta para os riscos da má alocação de recursos.
Estudo aponta redução drástica na longevidade de grandes corporações até 2028 e reforça a urgência de eficiência na alocação de capital.
Permanecer no topo do mercado tornou-se um desafio cada vez maior. Estudo da consultoria Innosight aponta que a permanência média das companhias no S&P 500 — índice que reúne 500 das maiores empresas de capital aberto dos Estados Unidos — pode se aproximar de apenas 12 anos em 2028. Para comparação, esse período era de 24 anos em 2016 e de 33 anos em 1964.
No cenário brasileiro, a volatilidade também marca o ciclo dos negócios. Dados da Demografia das Empresas do IBGE mostram que apenas 37,3% das empresas empregadoras criadas em 2017 seguiam ativas cinco anos depois. Chegar ao mercado e manter-se nele exigem estratégias rigorosas de alocação de capital e adaptação tecnológica.
Fatores de risco e alocação de capital
Segundo Lucas Della-Sávia, sócio-diretor da FC Partners, consultoria especializada em M&A, valuation e governança, o risco nas empresas maduras frequentemente surge de decisões cotidianas sobre o direcionamento de recursos. “Existe uma diferença entre um negócio ainda ser rentável e continuar sendo o melhor destino para o capital da empresa”, afirma o executivo.
O especialista aponta que o mercado brasileiro sofre ainda mais pressão devido ao custo de capital estruturalmente elevado. Manter investimentos em ativos de baixo retorno corrói o valor da companhia em um ritmo muito mais acelerado do que em economias desenvolvidas. Pesquisa da McKinsey indica que empresas com alta capacidade de realocar recursos entregam retornos superiores e reduzem consideravelmente o risco de falência ou aquisição.




