Disney inspira encantamento no Kinder Park

Consultora criativa usou o modelo Disney e a história da imigração alemã para conceber parque temático focado em experiências humanas e culturais.

O parque temático localizado em Igrejinha, RS, adota princípios de encantamento e narrativa para criar conexões emocionais e culturais com os visitantes.

Experiências humanas e memoráveis guiam criação de parque temático

A consultora criativa Daiana Arnold utilizou o modelo de encantamento da Disney como inspiração para o desenvolvimento do Kinder Park, parque temático localizado em Igrejinha, na Região Sul do Brasil. A abordagem do parque foca na criação de experiências humanas e memoráveis, priorizando detalhes e narrativas em detrimento de apenas atrações.

“Uma das coisas que mais me marcou na minha recente experiência na Disney foi perceber que o encantamento não está necessariamente nas grandes atrações, mas na soma de pequenos detalhes que fazem uma pessoa se sentir parte de uma história”, explica Arnold. Ela ressalta que, em um mundo cada vez mais digital e acelerado, a inovação reside em fazer as pessoas se sentirem humanas novamente.

A consultora destaca que o princípio por trás da capacidade de encantar da Disney não é a cópia, mas a compreensão de como uma narrativa pode permear todos os pontos de contato de uma experiência. No Kinder Park, a arquitetura, o paisagismo, a música, os personagens, os figurinos, a circulação, a gastronomia e o atendimento foram concebidos para pertencer a um mesmo universo. “Antes de perguntar o que iríamos criar, a pergunta foi outra: o que queremos fazer as pessoas sentirem, viverem e levarem consigo?”, pontua.

Essa mudança de perspectiva transformou o objetivo de simplesmente criar um parque com brinquedos para uma experiência capaz de aproximar gerações. O Kinder Park busca oferecer fantasia para as crianças, aventura para os adolescentes, o reencontro com a infância para os adultos e referências que aproximem avós e netos, valorizando o tempo compartilhado.

Cultura alemã ganha vida em narrativa

Outro desafio foi trabalhar a identidade alemã de Igrejinha sem cair em caricaturas. A inspiração veio da história da imigração alemã, que se tornou o pano de fundo para uma narrativa sobre sonhos, coragem, família, amizade, esperança, medo, recomeços e pertencimento. Assim nasceu “A Jornada da Catarina”, uma história que permite que diferentes gerações encontrem significados distintos.

A personagem Catarina parte de Bremen, na Alemanha, enfrenta desafios e constrói novos vínculos no Brasil. A narrativa busca aproximar os visitantes da cultura local de forma autêntica, incorporando até detalhes da história real do empreendimento, como a profissão de sapateiro do avô de Catarina, Max, que remete à história de vida do proprietário do parque.

por: Solange Santos – MTB 83205/SP

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