Temporada de cruzeiros em SC espera mais de 365 mil turistas e movimenta mercado imobiliário
Litoral norte catarinense registra 96 escalas previstas para a temporada 2026/2027, fortalecendo o setor de alto padrão.
Com 96 escalas previstas entre Balneário Camboriú e Itajaí, temporada 2026/2027 impulsiona turismo de negócios e atrai novos investimentos para o litoral catarinense.
A temporada de cruzeiros 2026/2027 em Balneário Camboriú e Itajaí, no litoral norte de Santa Catarina, projeta a chegada de mais de 365 mil passageiros e tripulantes. Juntas, as cidades somam 96 escalas previstas, o que representa um crescimento de quase 5% em relação ao período anterior. Balneário Camboriú deve receber cerca de 200 mil pessoas em 56 escalas, enquanto Itajaí estima a recepção de mais de 165 mil turistas em 40 paradas.
Impacto econômico e visibilidade nacional
Estudos da Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com a Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (CLIA Brasil) indicam que o impacto econômico médio por cruzeirista chega a R$ 962,55 em cidades de embarque e desembarque e R$ 800,98 em destinos de escala. Além do impacto direto no comércio, serviços e gastronomia, o fluxo turístico impulsiona a visibilidade do mercado imobiliário local.
Para o CEO da IBC Imobiliária, Bruno Cassola, a experiência dos visitantes na região é um diferencial competitivo para o setor de alto padrão. "O cruzeiro muitas vezes representa o primeiro contato do turista com o litoral de SC. Ele chega para conhecer as cidades, observa os empreendimentos, a infraestrutura e a qualidade de vida. Essa experiência pode despertar o desejo de voltar para passar mais tempo ou até de investir em um imóvel", aponta.
Mercado imobiliário valorizado
A atratividade do litoral catarinense é refletida nos índices econômicos do setor habitacional. Conforme dados do Índice FipeZap, Balneário Camboriú e Itajaí ocupam posições de destaque no cenário nacional, com preços médios por metro quadrado residencial que figuram entre os mais altos do país, consolidando a região como polo de investimentos e de busca por segunda residência.



