Apenas 9% das empresas usam inteligência artificial para projetar custos
Pesquisa apresentada no Fórum Inbrasc aponta que 73% das companhias ainda dependem de planilhas para controlar gastos corporativos.
Pesquisa inédita apresentada no Fórum Inbrasc em São Paulo aponta que 73% da gestão de suprimentos no Brasil ainda depende de planilhas e métodos manuais.
Um levantamento inédito divulgado durante a 23ª edição do Fórum de Compras e Sourcing Inbrasc, em São Paulo, revela que apenas 9% das empresas brasileiras utilizam inteligência artificial ou modelagem preditiva avançada para projetar custos.
O estudo Procurement Maturity Challenge, realizado pela GEP Brasil com 402 gestores de suprimentos, aponta que 73% das companhias ainda dependem de planilhas e análises manuais para gerenciar os gastos corporativos.
Maturidade digital e visibilidade de dados
A pesquisa mostra que 83% das organizações estão concentradas nos estágios iniciais de maturidade, divididas entre a “Visibilidade” (34%) e a “Inteligência” (49%). Apenas 11% atingiram o patamar de “Antecipação” e 6% alcançaram a “Orquestração”, fase em que a tecnologia atua de forma autônoma e integrada nas decisões de suprimentos.
- 62% usam plataformas de e-procurement;
- Apenas 27% possuem visão unificada e automatizada dos gastos;
- 59% acompanham tendências de mercado de forma pontual ou esporádica;
- 15% não realizam monitoramento de mercado.
Segundo Erick Boano, CEO da GEP Brasil, a dependência de métodos artesanais compromete a velocidade e a precisão das decisões corporativas. “O levantamento reflete a realidade operacional das empresas atualmente. Há um avanço indiscutível na digitalização primária, mas a inteligência estratégica de compras continua aprisionada a amarras analógicas”, analisa o executivo.
Gestão reativa
O estudo também indica que 20% das companhias operam de maneira puramente reativa, absorvendo o impacto financeiro de aumentos de insumos diretamente no fluxo de caixa antes de adotar contramedidas.




