Mercado óptico vive transformação acelerada e óticas precisam entender pessoas antes de vender produtos, afirmam especialistas na Expo Óptica 2026

Durante a cobertura da , o WebFeiras conversou com e , profissionais que acompanham de perto os desafios e transformações do varejo óptico em todo o Brasil.

Na entrevista, os especialistas destacaram que o comportamento do consumidor mudou drasticamente nos últimos anos e que muitas óticas ainda não perceberam o impacto dessa transformação.

Segundo Fábio Linotti, o fluxo de pessoas nas lojas físicas caiu de forma significativa após a pandemia, mas isso não significa que o consumidor deixou de comprar.

“As pessoas não pararam de consumir. O problema é que elas mudaram a forma de consumir”, explicou.

Ele relembrou a época em que possuía óticas em Florianópolis e destacou como a abordagem tradicional perdeu força:

“Em 2016, um captador de rua levava mais de 120 pessoas por dia para dentro da loja. Hoje, esse número caiu para 15 ou 20 pessoas.”

Para os especialistas, o mercado óptico vive uma mudança semelhante à transformação que outros setores já enfrentaram nos últimos anos. Quem não acompanhar essa evolução pode acabar ficando obsoleto.

Consumidor atual busca conveniência, experiência e conexão

Durante a conversa, Aline Bignardi destacou que o consumidor atual já não compra apenas pelo produto ou pelo preço.

Segundo ela, o comportamento de consumo hoje está muito mais ligado à identificação, conveniência e experiência.

“Não é mais sobre classe social. O consumidor compra por comportamento, por identificação.”

A especialista também destacou que a tecnologia e a inteligência artificial vêm acelerando ainda mais esse processo, obrigando empresas a se adaptarem rapidamente.

Ela explicou que investir apenas em tráfego pago ou presença digital não resolve o problema sozinho.

“Você pode investir no Google, no Meta e trazer oportunidades. Mas se a equipe não estiver preparada para atender, encantar e gerar conexão, vem a frustração.”

Endomarketing e equipe engajada fazem diferença

Outro ponto fortemente defendido pelos entrevistados foi a importância do chamado “cliente interno”.

Para eles, muitas empresas investem pesado em marketing externo, mas esquecem de cuidar da equipe responsável por entregar a experiência prometida ao consumidor.

“Só encanta quem está encantado”, afirmou Aline durante a entrevista.

Segundo os especialistas, colaboradores precisam entender que fazem parte da história da empresa e que possuem impacto direto na vida dos clientes.

Eles também defenderam que reconhecimento vai muito além de salário.

“Não é só pagar bem. É fazer a pessoa entender a importância do trabalho dela e o impacto que ela gera”, destacou Fábio.

De acordo com os consultores, empresas que conseguem construir esse ambiente reduzem drasticamente problemas como rotatividade de funcionários e desmotivação das equipes.

“Ótica não vende produto, vende confiança”

Ao final da entrevista, os especialistas deixaram uma mensagem importante para empresários do setor óptico que desejam crescer nos próximos anos.

Segundo eles, o maior diferencial competitivo não está apenas em tecnologia, estrutura ou produtos premium, mas na capacidade de gerar acolhimento, confiança e segurança.

“Ótica não vende produto. Ótica vende confiança, autoridade e acolhimento.”

Aline explicou que, antes de escolher uma armação ou uma lente, o cliente quer sentir que será compreendido e bem atendido.

“A pessoa quer alguém que diga: calma, está tudo bem, a gente vai resolver.”

Para os especialistas, o futuro do varejo óptico pertence às empresas que conseguirem unir tecnologia, estratégia e conexão humana.

A entrevista completa foi gravada durante a cobertura da Expo Óptica 2026 pelo naFeiraPOD.

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