IA no Marketing: UniSenac Destaca a Importância do Senso Crítico Humano
Coordenadora de Inovação do UniSenac alerta sobre a necessidade de usar a tecnologia de forma estratégica, valorizando as competências humanas.
IA no Marketing: Ferramenta ou Ameaça?
A inteligência artificial (IA) já é uma realidade consolidada na rotina de profissionais de marketing, revolucionando a maneira como as empresas analisam dados, criam conteúdos, personalizam o relacionamento com clientes e tomam decisões. No entanto, para Claudia Mallmann, coordenadora de Inovação do UniSenac – Campus Porto Alegre, o mercado está em uma fase de adaptação, onde a inteligência artificial amplia possibilidades, mas também levanta questionamentos sobre o futuro das profissões.
“Não estamos mais experimentando se vamos usar. Estamos aprendendo a usar bem e essa é uma fase bem mais difícil”, afirma Mallmann. A especialista destaca que, embora a IA seja poderosa na análise de grandes volumes de dados, segmentação de públicos e previsão de comportamento, a tomada de decisão estratégica e a inovação ainda dependem fundamentalmente dos profissionais.
“Em resumo, a IA é excelente no meio do processo, mas para a ponta, ou seja, para definir qual é o problema e decidir o que vai ao ar, as pessoas ainda são fundamentais”, explica Mallmann. Ela ressalta que a IA transforma o trabalho, mas não substitui o profissional de marketing. Habilidades como senso crítico, leitura de dados, conhecimento sobre posicionamento de marca, capacidade de formular boas perguntas e integração entre diferentes áreas ganham ainda mais importância.
A preparação para este novo cenário exige menos competição com a tecnologia e mais aprendizado para utilizá-la de forma estratégica. Para os novos entrantes no mercado, Mallmann recomenda o fortalecimento de conhecimentos fundamentais, como comportamento do consumidor, posicionamento, estatística e métodos de análise, além do desenvolvimento de letramento em dados e fluência nas ferramentas.
Mallmann também enfatiza o papel da criatividade humana. “Esses sistemas são, por construção, máquinas de recombinação. Eles trabalham a partir do que já existe. São ótimos em fazer bem o que já foi feito. São ruins em ruptura”, conclui. Ideias verdadeiramente inovadoras continuam a depender de observação, contexto, intuição e disposição para assumir riscos.




